Alexandre Costa Pedrosa analisa que, em diferentes fases da vida, os sinais associados ao Transtorno do Espectro Autista podem se manifestar de formas variadas, o que torna o processo de identificação mais complexo do que muitas pessoas imaginam. Esse tema a partir de uma abordagem informativa, destacando que reconhecer o TEA exige atenção a padrões de comportamento consistentes ao longo do tempo, e não a episódios isolados. Essa compreensão é fundamental para reduzir atrasos no reconhecimento e evitar interpretações equivocadas.
Ao ampliar o debate, é possível perceber que o processo de identificação não deve ser visto como algo rígido ou imediato. Ele envolve observação contínua, análise contextual e, quando necessário, avaliações especializadas. Esse olhar mais amplo contribui para um entendimento menos estigmatizante e mais alinhado às particularidades de cada indivíduo, seja criança ou adulto.
Primeiros sinais do TEA na infância e o papel da observação contínua
Segundo Alexandre Costa Pedrosa, na infância os sinais do TEA costumam aparecer em aspectos ligados à comunicação, interação social e padrões de comportamento. Dificuldades em iniciar ou manter interações sociais, menor interesse por brincadeiras compartilhadas e comportamentos repetitivos podem surgir ainda nos primeiros anos de vida. Esses indícios, quando observados de forma recorrente, ajudam a direcionar a busca por uma avaliação mais aprofundada.
A observação cotidiana exerce um papel central nesse processo. Pais, cuidadores e educadores acompanham rotinas, reações a estímulos e formas de interação que muitas vezes não se manifestam em contextos formais de avaliação. Esse acompanhamento contínuo favorece intervenções mais precoces, que podem contribuir para o desenvolvimento de habilidades sociais, comunicativas e emocionais ao longo do tempo.
Identificação do TEA na vida adulta e os desafios do diagnóstico tardio
Alexandre Costa Pedrosa percebe que, na vida adulta, o processo de identificação do TEA apresenta desafios específicos. Muitas pessoas passaram anos desenvolvendo estratégias de adaptação para lidar com demandas sociais, profissionais e emocionais, o que pode mascarar sinais característicos do espectro. Esse fator torna o reconhecimento mais difícil, especialmente quando o indivíduo não teve contato prévio com informações sobre neurodivergência.
O diagnóstico tardio costuma despertar sentimentos diversos, como alívio ao compreender experiências passadas e, ao mesmo tempo, questionamentos sobre oportunidades e dificuldades enfrentadas ao longo da vida. Reconhecer o TEA na fase adulta permite reorganizar rotinas, ajustar expectativas e buscar estratégias mais compatíveis com o próprio funcionamento, favorecendo maior equilíbrio emocional.

Diferenças entre sinais em crianças e adultos no espectro
De acordo com Alexandre Costa Pedrosa, embora o TEA possua critérios diagnósticos comuns, sua manifestação varia conforme a fase da vida. Em crianças, os sinais tendem a ser mais evidentes no comportamento e na comunicação. Em adultos, podem se expressar de forma mais sutil, como dificuldades em interações sociais complexas, sensibilidade sensorial acentuada ou necessidade intensa de previsibilidade.
Essas diferenças reforçam a importância de avaliações contextualizadas e individualizadas. Comparar diretamente comportamentos infantis e adultos pode gerar interpretações imprecisas. Por isso, compreender a trajetória de desenvolvimento e o contexto social de cada pessoa é essencial para um processo de identificação mais cuidadoso e coerente.
Importância do processo de identificação para qualidade de vida
Alexandre Costa Pedrosa esclarece que o processo de identificação do TEA não visa rotular, mas ampliar a compreensão e facilitar o acesso a estratégias adequadas de apoio. O reconhecimento do perfil neurológico possibilita ajustes em ambientes familiares, educacionais e profissionais, contribuindo para maior funcionalidade no dia a dia.
Quando realizado de forma responsável, esse processo favorece o fortalecimento da autoestima e a construção de relações mais saudáveis. A identificação do TEA, tanto em crianças quanto em adultos, amplia possibilidades de desenvolvimento e permite escolhas mais conscientes, alinhadas às características e necessidades individuais.
Autor: Muntt Omarzo