Certificação em gestão e operação de crematórios: Tiago Oliva Schietti explica por que esse é o próximo passo para o setor no Brasil

Diego Rodríguez Velázquez
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Tiago Oliva Schietti

Tiago Oliva Schietti tem se dedicado a uma causa que, embora ainda pouco debatida publicamente, impacta diretamente a qualidade dos serviços funerários no país: a certificação profissional em gestão e operação de crematórios. À medida que a cremação avança como prática cada vez mais adotada pelos brasileiros, cresce também a urgência de estruturar o setor com padrões técnicos, éticos e operacionais sólidos. 

Este texto apresenta os principais argumentos que sustentam essa necessidade, abordando desde o crescimento da cremação no Brasil até os benefícios concretos que a certificação traz para profissionais, empresas e famílias. Se você atua no setor funerário ou pretende se especializar nessa área, continue a leitura.

Por que a cremação exige um novo olhar sobre a capacitação profissional?

Nos últimos anos, a cremação deixou de ser uma opção marginal para se tornar uma escolha crescente entre os brasileiros. Fatores como a urbanização, a mudança de valores culturais e o custo comparativo dos sepultamentos tradicionais têm impulsionado esse movimento de forma consistente. Nesse cenário, os profissionais que atuam nos crematórios precisam estar preparados para lidar com processos técnicos complexos, demandas emocionais das famílias e exigências regulatórias que variam de acordo com cada município e estado.

Conforme aponta Tiago Oliva Schietti, a maioria dos operadores de crematórios no Brasil ainda atua sem qualquer formação formal específica para a função. Isso não significa que o trabalho seja mal executado, mas indica a ausência de um referencial padronizado que garanta a excelência nos processos, a integridade dos procedimentos e a segurança de todos os envolvidos. Capacitar esses profissionais é, portanto, uma questão de responsabilidade com o serviço prestado e com as famílias atendidas.

Quais são os pilares de uma certificação eficaz em crematórios?

Uma certificação robusta para o setor precisa ir muito além do treinamento técnico sobre o funcionamento dos fornos e equipamentos. Ela deve englobar aspectos como gestão de processos, acolhimento humanizado às famílias enlutadas, legislação ambiental e sanitária, controle de qualidade e gestão de resíduos. Esse conjunto de competências é o que diferencia um operador qualificado de um profissional verdadeiramente preparado para os desafios do ambiente crematório.

Segundo Tiago Oliva Schietti, um programa de certificação bem estruturado precisa também contemplar a dimensão ética do serviço funerário. Lidar com a morte exige sensibilidade, discrição e preparo emocional, atributos que não surgem espontaneamente, mas que podem ser desenvolvidos com metodologia adequada. Por isso, a formação deve integrar teoria e prática, promovendo não apenas o conhecimento técnico, mas também o desenvolvimento humano do profissional.

Tiago Oliva Schietti
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Como a certificação beneficia empresas e famílias ao mesmo tempo?

Para as empresas do setor, investir na certificação de suas equipes representa um diferencial competitivo real. Crematórios com profissionais certificados transmitem mais confiança ao mercado, reduzem riscos operacionais, minimizam passivos legais e tendem a fidelizar clientes em um momento em que a escolha pelo prestador de serviço é extremamente delicada. Além disso, a certificação contribui para a padronização interna dos processos, o que resulta em maior eficiência e menor índice de erros.

Para as famílias, o impacto é ainda mais direto. Saber que o profissional responsável pelo processo de cremação de um ente querido possui formação certificada traz um alívio genuíno em um momento de profunda vulnerabilidade emocional. Como destaca Tiago Oliva Schietti, a confiança no serviço funerário não se constrói apenas com infraestrutura ou tecnologia, ela se constrói, sobretudo, com pessoas preparadas e comprometidas com a dignidade do processo.

A certificação em gestão de crematórios já é uma realidade acessível no Brasil?

Até recentemente, a ausência de programas estruturados de certificação para o setor era um obstáculo concreto para quem desejava se qualificar formalmente. No entanto, esse cenário começa a mudar com iniciativas que reconhecem a maturidade crescente do mercado funerário brasileiro e a necessidade de profissionalização consistente. O desenvolvimento de cursos, trilhas formativas e programas de certificação voltados especificamente para crematórios sinaliza um avanço importante para toda a cadeia do setor.

De acordo com Tiago Oliva Schietti, o Brasil tem condições reais de se tornar referência na gestão profissional de crematórios na América Latina. Para isso, é necessário que as lideranças do setor assumam a certificação não como um custo, mas como um investimento estratégico. O momento é propício: o mercado cresce, a sociedade exige mais qualidade e os profissionais estão cada vez mais abertos à capacitação.

A profissionalização como legado para o setor funerário

A certificação em gestão e operação de crematórios não é apenas uma tendência passageira, trata-se de uma necessidade estrutural para que o setor funerário brasileiro alcance o nível de excelência que as famílias merecem e o mercado exige. Qualificar profissionais, padronizar processos e elevar o padrão ético e técnico dos serviços são ações que impactam positivamente toda a cadeia, da operação ao atendimento final.

Ao dedicar sua trajetória a esse tema, Tiago Oliva Schietti contribui para que o debate sobre certificação deixe de ser periférico e passe a ocupar o centro das discussões estratégicas do setor. A profissionalização não é o fim do caminho, é o ponto de partida para um mercado mais sério, mais humano e mais preparado para atender à sociedade brasileira com a dignidade que cada família merece.

Autor: Diego Rodríguez Velázquez

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